• Fabio Duarte

Catena Zapata na Divinoteca

Atualizado: 7 de Jun de 2018


No dia 21/06 receberemos na Divinoteca o Marcelo Vilhena, embaixador da Vinícola Catena Zapata, para um evento sobre a vinícola seguido de degustação de alguns vinhos. Estamos planejando bem o evento pois se trata da mais prestigiada vinícola da Argentina, contribuiu muito com a evolução dos vinhos na Argentina e no mundo, e certamente a maior presença de rótulos de uma mesma vinícola aqui na Divinoteca.


Desde sua linha de entrada já percebemos muita qualidade, já leram o texto vinhos que são tiro certo? Começando pela linha Álamos vemos que quanto mais se experimenta, mais se encanta com o que vemos de opções de altíssima qualidade. Passamos pelo Catena Malbec que teve 91 pontos no Robert Parker, um vinho ótimo pra uma ocasião especial, um jantar com uma bela carne vermelha ou até churrascos. Podemos continuar pelo D.V. Catena, linha em homenagem a Domingo Vicente que é pai de Nicolás Catena. Angelica Zapata, homenagem a esposa de Domingo Vicente que traz certamente um dos melhores malbecs argentinos. Além de outros como Catena Alta, Nicolas Catena, Alma Negra e por ai vai.


Recebemos o texto abaixo gentilmente escrito pelo Marcelo Vilhena que estará aqui no dia 21/06 conduzindo o evento. Em breve abriremos as inscrições e teremos poucas vagas. Não deixem de conferir os maravilhosos vinhos da Catena Zapata.


“As Três Revoluções da Catena Zapata

A bodega Catena Zapata é uma vinícola familiar gerida pela quarta geração de imigrantes que chegaram na Argentina no ano de 1898, período em que muitas outras famílias italianas buscavam prosperidade em terras mendocinas. No início do século seguinte a bodega de Nicola Catena já era destaque na produção antes as demais e seu filho Domingo Vicente, que assumiu os negócios na década de 30, a transformou em uma das principais vinícola do país. Uma de suas criações o “Tinto Buenos Aires”, corte de Cabernet Sauvignon com Malbec, o fez conhecido por “Maestro del Assemblage” e era vendido nos mais elegantes bistrôs da capital argentina.


Do casamento de Domingo Vicente Catena com Angelica Zapata nasceu Nicolas Catena Zapata. Formado em economia e sem nunca ter feito vinho assumiu o comando da vinícola em 1963 trazendo uma nova visão para os negócios da família mirando o mercado exterior como potencial consumidor dos vinhos argentinos. A produção ainda era muito arcaica no país, os equipamentos disponíveis eram antiquados e pouco se sabia sobre como melhorar a qualidade do vinho. Os Estados Unidos neste momento já havia saído da obscuridade, alguns de seus vinhos em uma famosa degustação em Paris ganhou dos grandes vinhos de Bordeaux, isso lhe trouxe inspiração para revolucionar por completo a qualidade dos vinhos Argentinos.


Foram três revoluções na viticultura argentina proporcionadas por Nicolas Catena que impulsionaram a qualidade dos seus vinhos. A primeira foi a compra tanques de aço inox para fermentação da uva e barricas francesas de 225 para envelhecer melhor o vinho, o ano era 1983 e a melhora de qualidade dos vinhos já pode ser percebida desde a primeira safra. A segunda revolução foi subir os Andes e plantar o primeiro vinhedo a extrema altitude, era necessário encontrar climas mais amenos para que a uva amadurecer mais lentamente e conseguir produzir vinhos mais equilibrados, nenhum viticultor havia arriscado ir tão longe com temor de que a uva não fosse amadurecer. A coragem de Nicolas Catena abriu as portas para o Vale do Uco, zona mais fria de Mendoza que permite mais equilíbrio nas uvas. A terceira revolução veio pouco tempo depois com a ajuda da sua filha Laura Catena observando os vinhedos. Eles notaram que cada parreira entregava resultados diferentes para a mesma uva e que haveria diversos microclimas dentro de um mesmo vinhedo, para comprovar isso iniciaram o maior estudo de subsolo em vinícola do mundo. O resultado foram vinhos bem únicos, com maior senso de origem permitindo que os enólogos disponham de vinhos diferentes em um mesmo vinhedo e ao mesclar as parcelas podem atingir resultados elogiados por todo o mundo vitivinícola.


Atualmente a Bodega Catena dispõe de 6 vinhedos em diferentes zonas de Mendoza, com isso enólogo tem uma aquarela de sabores e os vinhos passaram a ser criados através de blends da mesma uva de regiões com micro climas e subsolos diferentes. Até o momento a bodega investe boa parte do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento para manter seus vinhos como referência de qualidade em seu país.


Marcelo Vilhena”


DRINK WINE!

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